Justiça Divina!
Quando esperamos pela justiça humana, muitas vezes ela não chega, pois os homens são falhos.No território humano existem enganos, mentiras e conchavos, onde muitas vezes uma classe protege a outra, um irmão protege o outro, e a justiça acaba não sendo feita corretamente.
No campo espiritual é diferente: Deus não falha.
A lei do Criador é clara — quem planta, colhe. A verdade sempre prevalece, justificando a santidade do Criador de todas as coisas.
Quem deseja se dar bem diante da lei do Criador não deve tentar se justificar, mas sim clamar a Deus e arrepender-se do mal praticado. Ainda assim, a colheita sempre chega, pois ela faz parte da justiça divina.
Davi, homem segundo o coração de Deus, foi escolhido e ungido, mas também foi muito perseguido. Mesmo assim, nunca foi alcançado por seus inimigos, porque obedecia ao Senhor.
Saul também foi escolhido e ungido, porém desobedeceu aos mandamentos de Deus mais de uma vez e não se arrependeu. Por isso acabou sendo rejeitado.
Davi também pecou: cometeu adultério, planejou e ordenou a morte de um de seus comandados. Contudo, quando foi confrontado pelo profeta Natã, reconheceu seu pecado e se arrependeu profundamente. Ele clamou ao Senhor no Salmo 51, e Deus o perdoou.
Mesmo perdoado, a colheita de seus atos aconteceu ainda em vida:
teve um filho que cometeu estupro, uma filha que foi violentada por esse irmão, outro filho que matou esse irmão, e ainda viu seu trono ser usurpado por esse mesmo filho.
Mas, porque havia sido perdoado por Deus, seu reino foi restaurado pelo Senhor.
Tudo isso mostra que a justiça divina nunca falha.
Quem planta, colhe — aconteça o que acontecer.
Deus não falha. Ele é o justo juiz.
Sua lei é perfeita, severa e eterna.
Por isso, o melhor que podemos fazer é escolher bem o que plantar, para colher safras abundantes das bênçãos do céu e, acima de tudo, receber a maior recompensa: a eternidade com Deus.
Salmo 51.¹ Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
² Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado.
³ Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
⁴ Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.
⁵ Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.
⁶ Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.
⁷ Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.
⁸ Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.
⁹ Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades.
¹⁰ Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.
¹¹ Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.
¹² Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.
¹³ Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.
¹⁴ Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.
¹⁵ Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor.
¹⁶ Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.
¹⁷ Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.
¹⁸ Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.
¹⁹ Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerão novilhos sobre o teu altar.
Salmos 51:1-19
João Medeiros Martins.



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